quinta-feira, novembro 22, 2007

De gargantas (bem) afinadas...

Quando os primeiros acordes tocaram eu não queria acreditar. Lá estava eu, no meio da multidão, prestes a presenciar um dos momentos mais arrepiantes da minha vida.

"Heróis do mar, nobre povo..." comecei a cantar. Eu e mais 50.000 pessoas.

De cachecóis bem levantados, o estádio enchia-se das cores nacionais e, perante aquela moldura humana, era impossível ficar indiferente. Cantando a 1ª estrofe d'A Portuguesa, sentiamos uma força interior que queria sair, que queria libertar-se, que queria ganhar vida própria. Nesse momento, sentimo-nos especiais, sentimo-nos diferentes. Tínhamos a noção clara que ninguém nos poderia suster.

No momento em que acabamos de cantar, eu soube que nada nem ninguém nos poderia derrotar.

O resto é história... Portugal empatou e classificou-se para a fase final do Euro-2008 e eu sinto-me parte desse grupo que carimbou o passaporte para a Suíça e para a Áustria. Porquê? Porque tenho a certeza que todos nos fundimos num só nesse momento indescritível e todos lutamos para passar...

Força Portugal, vamos ganhar o Euro!

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