Finalmente percebi: não é depressão, não é tristeza, não é amor, não é rejeição, não é sofrimento. É apenas uma guerra civil dentro do meu corpo. Um conflito entre o meu coração e o meu cérebro.
O mais engraçado é que nenhum cérebro consegue sobreviver sem o coração. E, talvez por isso, ao analisarmos bem as coisas, o nosso coração acabe quase sempre por ganhar. Contudo, o cérebro, tal como qualquer povo oprimido, luta para se libertar e deseja fervorosamente a vitória.
Eu não tenho qualquer problema com este conflito excepto um pequeno, pequeníssimo pormenor: é que estamos a falar do MEU corpo! No fundo, como dizia muito bem o 'mestre' Variações, o corpo é que paga e o corpo que eu sou já está farto desta guerra de poderes. Já está farto dos constantes avanços e recuos de ambas as partes e dos ataques incessantes que partem dos oponentes entrincheirados.
Agora que tenho o problema identificado, vou tratar de iniciar as conversações de paz, de modo a que não haja vencedores e derrotados, mas sim uma relação natural e equilibrada entre os dois oponentes. Afinal, só assim posso ter paz de espírito.
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