terça-feira, maio 20, 2008

Envelhecer...

Ainda ontem contava eu os dias, meses e anos para atingir a maioridade. Hoje, olho para essa altura e vejo que, por magia, o tempo desapareceu. Por magia, o tempo encurtou e esse dia de ontem já passou há algum tempo. Vejo que a maioridade já foi atingida há um quarteto de anos e penso: se o tempo me tem escapado entre os dedos até agora, como o será daqui para a frente?

Todos estamos a envelhecer. Uns mais depressa que os outros? Talvez. Mas que o tempo cada vez passa mais veloz, ninguém tem dúvidas.

O domingo passado fui a um casamento. Já todos fomos a casamentos e sabemos que há alguns que nos 'tocam' mais do que outros mas, no geral, não passa tudo de uma festa e uma desculpa para festejar, comer um pouco mais e fazer figuras ridículas. Contudo, este casamento em paritcular tocou-me de maneira especial. Isto porque quem se casou foi uma amiga minha de infância. Aquela amiga especial. Aquela amiga que consideramos uma irmã.

Talvez por isso me tenha posto a reflectir sobre o tempo. Num momento, estamos no 5º ano, a habituarmo-nos aos sumários, aprendendo a conviver uns com os outros. Noutro momento estamos já no 9º ano, na viagem de finalistas, a apreciar uns dias de descanso num sítio qualquer. Noutro momento estamos todos com 17 anos, a passar serões de sábado juntos na casa de alguém. Finalmente, quando acordamos, estamos no casamento de um de nós e não sabemos como raio é que 22 anos passaram assim tão depressa.

No entanto, hoje, quando olho para trás, não posso dizer que me arrependo destas duas décadas quase vividas em paralelo. Por isso, chego à conclusão que envelhecer talvez não seja assim tão mau como pensamos. De certeza que não é tão bom como achávamos quando éramos adolescentes mas não precisa de ser uma má experiência. A única coisa que temos a fazer é escolher bem. Fazer sempre as escolhas certas para termos a certeza que amanhã, quando tiverem passado mais 40 ou 50 anos, possamos olhar para trás e, como hoje, dizer: estou feliz!

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