Neste momento, aqui à tua frente, pergunto: será possível a perfeição? Quando os teus lábios se abrem num sorriso perfeito sei que sim. Sei que a resposta afirmativa é a única possível. Outra pergunta surge: mas afinal quem és tu? Não obtenho resposta audível, até porque a pergunta não é pronunciada pela minha boca. Contudo, sei que tu me respondeste. Como o poeta diz: é difícil explicar a comunicação entre duas almas. Mas apesar disso, é nessa comunicação que agora confio. Quando, finalmente, ouço a tua voz, penso que estou no céu e tu és um anjo.
És perfeita em todos os sentidos.
O tempo passa e o meu coração acelera, como se lhe tivesse sido injectada uma dose de adrenalina. A minha mente transborda de questões que te quero colocar. Infelizmente, a minha língua parece ter esquecido as palavras. Parece que ouço a tua voz dizer: "Não há problema, temos muito tempo para nos conhecermos" e, apesar de saber que isso não é verdade, o meu coração acalma.
És perfeita, simplesmente perfeita.
Falamos, brincamos, tentamos furar a carapaça de gelo que nos protege. Apesar de nunca a conseguirmos derreter totalmente, nos pequenos momentos em que um raio de luz a parece atravessar, sinto-me como nunca me senti. Nesses momentos, tu sorris e eu sinto-me de novo no céu. Penso várias vezes em como é possível que me eleves como o fazes e não consigo encontrar resposta.
Nunca tinha contemplado a perfeição até agora.
O dia chega ao fim e continuo sem resposta para as perguntas que passam a velocidades vertiginosas pelos meus olhos. Despedes-te e pergunto-me se te voltarei a ver. Os teus olhos, procurando os meus, dizem-me que sim. À medida que te afastas, as minhas dúvidas desvanecem-se: és um anjo, perfeito, sem mácula. És aquela que me faz feliz e me completa o ser.
Novo dia. Acordo cedo. O sol brilha lá fora. Levanto-me e preparo-me para os afazeres diários. Tomo o pequeno-alomoço. Visto-me. Apenas uma dúvida na minha mente: será que existes ou tudo não passou de um sonho?
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