Eu e o meu irmão dormimos num beliche desde miúdos, o que nos permite ter algumas conversas espectaculares a meio da noite. De raparigas a futebol, passando pela política ou religião, o nosso beliche parece um verdadeiro fórum de debate da actualidade das nossas vidas. No meio de tantas, há conversas que ficam para sempre enquanto outras são esquecidas. Creio que a de ontem à noite, que tivemos sensivelmente pela 1:40 da manhã, ficará para sempre.
Filipe Miguel (FM): "Oh Joca, és tu que estás a abanar a cama?"
João Filipe (JF): "Não, pá!"
(Pausa)
JF: "Deve ser o vento..."
FM: "Ei, era preciso estar uma ventania do caraças!"
(Pausa para tentarmos ouvir a 'ventania do caraças')
JF: "Pois... E não se ouve nada..."
FM: "Epá, então é um terramoto."
JF: "Pois, é capaz de ser... Vá, vai dormir que amanhã acordas cedo. Boa noite."
FM: "Boa noite, até amanhã."
JF: "Até amanhã"
(Pausa longa para deixar o terramoto passar e adormecer)
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